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A história do periódico mais rebelde da Imprensa Brasileira
Coluna Palavras em Off
Por Taís Paranhos*
A cara mais irreverente do Jornalismo Brasileiro tomou corpo em plena época de Ditadura Militar e mais ainda do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que instituiu a Censura Prévia e o Recesso no Congresso Nacional. Trata-se do Pasquim, tablóide criado pelo cartunista Jaguar e pelos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral (sim, o pai do atual governador fluminense).
Nomes como Millôr Fernandes e Ziraldo acabaram por integrar o grupo e a primeira edição foi lançada em 26 de junho de 1969. O nome “Pasquim” significa “jornal difamador” e foi escolhido justamente porque a redação sabia que o mínimo da crítica que o informe receberia era de que era um “pasquim”. De uma revista de comportamento (afinal o mundo vivia uma revolução sexual), O Pasquim tornou-se um tablóide político, à medida em que a ditadura ficava mais repressora no Brasil.
A tiragem inicial foi de 20 mil exemplares, chegando a 200 mil em seu auge, na década de 1970. Certamente, um dos momentos mais marcantes da revista foi o “Decreto Leila Diniz”, que após uma entrevista da atriz ao tablóide (recheada de palavrões e opiniões polêmicas na época), foi instituída a Censura Prévia no Brasil. O outro foi quando toda a redação (exceto Millôr Fernandes, que conseguiu escapar) foi presa em novembro de 1970. O motivo foi uma sátira ao quadro de Pedro Américo, "Independência".
Documentário "O Pasquim - A Subversão do Humor", da TV Câmara
Vídeo completo aqui.
Bancas de jornais que “ousassem” vender O Pasquim eram ameaçadas e algumas chegaram a sofrer atentados a bomba. O periódico ainda sobreviveu à redemocratização e sua última edição circulou em 1991. O Pasquim ainda teve alguns ensaios de retorno, como a revista Bundas, que satirizava a revista Caras, e o Pasquim21.
Entre os nomes de colaboradores do Pasquim estão Chico Buarque, Antônio Callado, Rubem Fonseca, Odete Lara, Gláuber Rocha e os atuais “cassetas” Hubert e Reinaldo.
Leia aqui algumas piadas do Pasquim.
*Taís Paranhos é jornalista, radialista era fã do Pasquim.
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Seu Paulo
Recife, Brasil
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Criou o blog em 2007, com o objetivo de informar e ajudar a desenvolver essa linguagem informativa que vem crescendo e ganhando credibilidade a cada dia. Com o seu humor peculiar, por vezes ácido, Seu Paulo fala aqui sobre mídia, televisão, política, tecnologia, blogosfera e até Fórmula 1. Se tudo der certo, vai ficar milionário até agosto de 3012.