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Linha Editorial
Um blog jornalístico, ou quase, com a difícil missão
de mostrar os fatos mais relevantes de um ponto de vista bem humorado. Conta, além de notícias, com colunas, charges, vídeos e temas que vão de televisão à tecnologia. Tudo isso e mais um blogueiro nada sério.
Atualizações todos os dias, de segunda à sexta, e nos finais de semana, se o fato exigir.
Isso segundo a agência neozelandesa de publicidade Saatchi & Saatchi, que escolheu a imagem do presidente americano para ilustrar o anúncio da exibição do filme American Psycho no canal TVNZ.
O filme, uma adaptação do livro homônimo escrito por Bret Easton Ellis, foi estrelado por Christian Bale (de Batman Begins) e estreou nos cinemas em 2000.
A história se passa no começo da década de 90 e mostra o personagem Patrick Bateman, um jovem executivo de Manhattan com problemas psiquiátricos, que vive numa sociedade "falsa" e consumista e extermina quem o "incomoda". Um bom filme para quem gosta de ficar pensando durante horas, depois que passam os créditos.
As únicas diferenças entre Bateman e Bush são que o segundo não é jovem, nem mora em Nova York.
Quem tem mais de 20 anos e teve uma infância normal ou adora clássicos do cinema, com certeza já assistiu Mary Poppins, o musical fantasioso da Disney estrelado por Julie Andrews em 1964 (Aquele da babá que voa em um guarda-chuva, lembra?). E se a história, em vez de ser um musical fofinho e meloso, fosse de um filme de terror no melhor estilo O Exorcista?
Não precisa nem imaginar. Graças à criatividade e tecnologia nas mãos de jovens desocupados, isso virou realidade. Escondam suas crianças!
Coluna O Elefante É Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Eu brinco dizendo que existem mais cinéfilos que seres humanos no mundo. A palavra banalizou tanto que se você for no meio do Mercado da Madalena e gritar "quem é cinéfilo aê?", todo mundo vai levantar a mão. Mas tem razão de ser: cinema é divertido. É uma caixinha mágica de passar histórias e dar vida a personagens e é acessível pra todo mundo.
Então este domingo foi noite de Oscar. Incrível que, na segunda, todo mundo – do cobrador de ônibus até o pessoal da agência e do curso – ou falava da final da taça Guanabara (e os flamenguistas dançavam o créu, é claro), ou do Oscar.
Eu nem imaginava que o Oscar tava com essa bola toda. Eu assisti só pra ficar de olho nos vestidos das atrizes e pra ver se rolava beijo na boca – alguém discorda que foi muito mais divertido quando o Adrien Brody agarrou a Halle Berry?
E foi pensando no Oscar que eu comecei a lembrar de uma porção de anúncios para canais a cabo, filmes no cinema, locadoras, todo esse universo que abrange filmes. Separei uma campanha impressa recente para a rede de cinema CinemaxX, da alemã Jung Von Matt, da qual sou tiete (e Seu Paulo também, visto que ele adora coisas made in Deutschland).
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Eu curti muito porque são raros os anúncios que tiram onda da própria cara e ainda conseguem se vender bem. Eu curti também esse humor meio negro e principalmente as ilustrações, que são do Johan Kleinjan. Espero que vocês gostem. Quase tanto quanto gostei do vestido lindo da Helen Mirren ou da Cameron Diaz.
*Nana Flash é redatora publicitária e um dia vai ficar rica escrevendo discursos legais para atrizes chorosas que ganham oscars – convenhamos, esse "obrigada, eu não esperava, quero agradecer aos meus produtores" já encheu o saco.
Numa data tão propícia quanto hoje, 15 de Novembro, é tempo de o Brasil fazer reverência aos heróis nacionais. Quem acha que estou escrevendo sobre Deodoro da Fonseca, engana-se. Estou aqui para escrever sobre o “herói” do ano, o cara que “bombou” nos cinemas, nos camelôs, na internet e na TV. Com vocês, o desbocado e violento Capitão Nascimento.
Quando o filme Tropa de Elite estava sendo produzido, certamente seus produtores não imaginavam a repercussão. Queriam apenas retratar uma realidade já descrita em livro. Mas o que causou tanto sucesso? Talvez o personagem Capitão Nascimento, com sua personalidade e suas frases de efeito (“Não vai subir ninguém”, “quem manda nessa p* sou eu”, etc.) ou então o fascínio de ter filmes “de ação” em pleno território nacional.
A polêmica da chegada do filme nas bancas antes dos cinemas também ajudou na popularização da película. A trilha hard interpretada pela banda Tihuana deixou claro a intenção da tropa de elite: “pega um, pega geral, também vai pegar você”. E pegou mesmo. Nas ruas de todo o País, as expressões do oficial já estão “na boca do povo”. E até mesmo em recente rebelião no Presídio Aníbal Bruno, no Recife, a trilha sonora da chegada do Batalhão de Choque à penitenciária foi a música Tropa de Elite.
O fato do novo “herói nacional” ser interpretado por um galã global também ajuda. O ator Wagner Moura, de talento indiscutível e com vasta participação no cinema nacional, ganhou notoriedade ao interpretar na TV o empresário Olavo Novaes e fazer sucesso ao lado da atriz Camila Pitanga (que encarnava uma “profissional do séquisso” com muita “catiguria”). Você pode visitar as várias comunidades do Orkut dedicadas ao filme, que vai ler vários tópicos que aludem ao carisma, ao charme e à beleza do galã.
O que preocupa, em meio a esse sucesso, é que, se a intenção era debater sobre a Segurança Pública no País, o filme acabou não atingindo esse objetivo, por melhor que fosse a intenção de produtores e elenco. E o pior, a cultura da violência acabou por ter um aliado a mais, não bastassem os “enlatados” estrangeiros, os programas que “espremem e sai sangue” e a inversão de valores nas novelas.
E bota na conta do Papa!
* Taís Paranhos do Nascimento (não é parente do Capitão Nascimento) é jornalista, radialista e fã do ator Wagner Moura, mas prefere vê-lo interpretando a “Dona Magali”, do extinto seriado Sexo Frágil.
Uma ilha (quase) deserta, 10 condenados à morte, 50 milhões na audiência. Uma única mente que só visava o dinheiro. Está aí uma fórmula de um reality show ilegal, ao vivo, pela internet. Mais do que exaltar o herói (obviamente) norte-americano, o filme Os Condenados dá margem a um debate: até que ponto a mídia deve servir aos instintos das pessoas em troca de dinheiro?
Trazendo para a nossa realidade, se os programas de sexo e violência são tão criticados, por que os mesmos são campeões de audiência? Alguns podem até dizer “é disso que o povo gosta”. E por que o povo não gosta de algo mais “construtivo”, perguntariam alguns.
Talvez os valores estejam se invertendo e o interesse “do público” se sobressai ao interesse “público”. Afinal, o que é mais interessante, um programa policial com “presuntos ao molho” ou um debate no Congresso Nacional (que pode mudar a vida do brasileiro)?
Com a palavra, os analistas de Opinião Pública.
* Taís Paranhos é jornalista e radialista porque não ouviu os conselhos de seus pais para fazer faculdade de Letras, aí sim, profissão de gente normal.