Um blog jornalístico, ou quase, com a difícil missão
de mostrar os fatos mais relevantes de um ponto de vista bem humorado. Conta, além de notícias, com colunas, charges, vídeos e temas que vão de televisão à tecnologia. Tudo isso e mais um blogueiro nada sério.
Coluna O Elefante É Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Seo Paulo é o chefe mais bonzinho do mundo. Daqueles que não dão esporro. Daqueles que têm toda paciência de reler seu trabalho e dar opiniões que deixam o texto sensacional. Daqueles que observam a gente chegando atrasado e sorriem porque entendem. Seo Paulo devia era ser meu chefe na vida real.
Mas Seo Paulo não é, infelizmente. Meu chefe de verdade cobra muito. Meu chefe de verdade me deu três meses pra fazer um bom trabalho ou é rua. E eu tenho outros chefes, também. A família que chegou ao Rio semana passada. O diretor de criação da faculdade, que está cobrando um trabalho complicado. O corretor que me mostra apartamentos, o dono do apartamento pro qual me mudei e o dono do apartamento do qual eu sai também cobram muito. Nem todo mundo é igual ao Seo Paulo.
Então é essa a minha justificativa pra não estar atualizando a coluna com a freqüência que eu gostaria. Acreditem, estou muito, muito corrida e nem meu blog pessoal tenho atualizado. Mas eu sei que vocês entendem. E se não entenderem, sei que Seo Paulo entende.
Mas pra não deixar vocês sem atualizações, vou falar hoje rapidinho sobre o Festival de Cannes, que está acontecendo em Cannes, na França. É nada menos que o maior e mais badalado festival do mundo e seu prêmio máximo são os Leões – Titanium, Ouro, Prata e Bronze.
O Brasil tem se saído bem neste festival. O Brasil está liderando a categoria Press – ou impressa, com 14 leões (França vem atrás com 10). Sim, são muitas categorias e na próxima coluna o festival já terá acabado e eu poderei falar direitinho sobre ele, com todos os detalhes e fofocas. Promessa heim! Mas por enquanto vocês ficam com a campanha impressa que ganhou Ouro, da brilhante Almap. (clique nas imagens para ampliar)
Agora deixa eu correr porque tenho job pra matar até meio dia. E não é Seo Paulo quem tá me olhando da mesa do chefe.
*Nana Flash é redatora publicitária, só tem dormido 5 horas por dia e está tomando Dorflex pra dor nas costas de tanto carregar mala.
Coluna O Elefante é fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Eu costumo dizer que o que eu mais gosto em propaganda – criação, mais especificamente – é que a gente não tem currículo: tem pasta. A pasta ou portfólio nada mais é do que uma pasta cheia de trabalhos que a gente fez, veiculados ou não, reais ou não, para clientes que existem ou não.
Você quer emprego na agência? Leva a pasta e se o chefe gostar o emprego é seu. Sem precisar dizer que estudou na Estácio, fala inglês e língua do P fluente e fez cursinho de Corel Draw na SOS Computadores. Eu acho isso legal porque aí mostra do que você realmente é capaz. Porque vamos combinar, currículo tem muito de embromation.
Pra quem tá afim de ingressar nesse mercado ou só tá curioso sobre como funciona, tia Nana dá as dicas:
1 – As peças. Varia entre 5 e 15. Cinco acho pouco, 15 acho muito. Fica nesse meio termo.
2 – Os clientes. Pode ser qualquer cliente, mas é sempre bom ter de briefings conhecidos. Sabão em pó, celular, ONG de defesa do meio ambiente, TV fina, academia de ginástica. Pelo amor, só evitem Havaianas (é tanta coisa boa que já foi feita, que é difícil superar – escolha outra marca, sei lá, Dupé é legal, tem coisa boa, mas dá caminho), Whiskas (sempre tem em pasta de menina porque é fofo) e camisinha (sem comentários).
3 – A pasta. Não precisa ser da Versace, de couro preto. Pode ser de courina. Pode ser só um fichário preto. Pode ser pra um A3 ou um A4. Geralmente é A4, que é mais fácil transportar. Preto é legal porque é sóbrio e destaca o trabalho.
4 – A impressão. É bem mais legal imprimir a laser, em gráfica. Nada pior do que aquela impressão tosca de jato de tinta com cartucho reciclado. Capriche, é seu trabalho. Também é legal colar o trabalho em uma prancha de papel cartão preto, pra ficar bem arrumadinha. Uma dica legal que me deram foi revelar como foto, fica lindo.
5 – Colocando online. Hoje é bem comum você colocar sua pasta na Internet. Claro que o bom é sentar com o diretor de criação e fazer um olho no olho, mas em compensação não é sempre que o cara pode ver tuas coisas e a Internet tem a vantagem de você poder colocar os vídeos em vez de só os roteiros. Eu tenho uma hospedada no Carbonmade, que é onde a maioria prefere. Tem que coloque no Flickr ou faça um Blog pra isso. Fica a seu critério.
6 – Um último conselho. Criativos são os anúncios. A pasta tem que ser sóbria. E tenha sempre um cartão de visitas à mão. Se o cara gostar, pode entrar em contato.
Pronto. É basicamente isso que você precisa ter pra procurar um emprego. É complicado? Quando eu comecei, até que achei. Mas muito melhor do que preencher dado de currículo, não é?
*Nana Flash é redatora publicitária e tem uma pasta que mais parece expositor de papel de carta.
Coluna O Elefante é fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Eu quero que vocês fiquem ricos. Milionários. Bilionários. Assim podem lembrar dos amigos e passar mais tempo na internet lendo minhas asnices.
Por isso a coluna de hoje traz uma porção de concursos para participar e ganhar. E aí, aproveito para falar que concursos são ótimas formas de se fazer propaganda, gerar conteúdo pelo próprio consumidor, aumentar a simpatia da marca, ampliar as vendas (a gente pensa que não, mas vende mais nas épocas de concurso) e, principalmente, amplia o recall do consumidor.
Se antes pra ganhar prêmio você basicamente mandava recortes de códigos de barra respondendo uma pergunta mongol, hoje as coisas mudaram: você manda vídeos, fotos, torpedos e interage de uma forma nunca antes vista.
1. Pitú e a Mania de Brasileiro
A Pitú, tradicional indústria de bebidas do Nordeste, lançou um concurso cultural que tem como base a web e o CGC (conteúdo gerado pelo consumidor).
A empresa, que está completando 70 anos em 2008, possui há muitos desses, o slogan: MANIA DE BRASILEIRO. E foi aí que a Ampla Ponto, agência de marketing promocional sediada em Recife, viu uma oportunidade e desenvolveu a campanha Qual é a sua mania?. Ao entrar no hotsite da campanha, os consumidores podem responder a pergunta Qual é a sua mania através de vídeos, fotos ou textos e os melhores materiais, segundo o público e um júri, ganharão prêmios como laptop e TV LCD.
Com apenas 02 dias de campanha, já foram enviadas mais de 60 manias ao hotsite.
Outras informações no blog Ideavertising: Aqui. (pelo Thiago, gente fina)
2. Terra e o dia das mães
Terra fez uma promoção que parece caretinha: Você diz por que sua mãe é a melhor do mundo e pode ganhar prêmio. Mas o diferencial é que são palavras espalhadas pelo site Terra Shopping, e você obrigatoriamente tem que usar algumas. Não é uma boa revisitada no Faça Sua Frase?
Alguns portais distribuem entre seus leitores alguns brindes cedidos por empresas. Convites, ingressos, camisas, kits, cursos, tem de tudo. Não é uma ótima maneira de falar com muita gente gastando pouco mais que um presentinho?
*Nana Flash é redatora publicitária e já recortou muito código de barra pro Caminhão do Faustão, mas hoje se dedica a fazer frases respondendo por que merece ganhar os prêmios. Já ganhou boné, camisa, mousepad, ingressos de cinema, convite de espetáculo, DVD e um pacote de camisinha.
Coluna O Elefante é fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Recentemente fez um aninho que eu me formei. Talvez tenha sido por isso que eu tenha pensado muito sobre a época da faculdade. A bem dizer, eu pensei mais nas coisas ruins, e entre todas elas a pior sem dúvida foi o TCC. O trabalho de conclusão de curso foi um ensaio sobre a propaganda alltype e eu lembro toda dor e sofrimento que foi escrever esse maldito ensaio com pouquíssimos livros falando sobre o assunto.
Todavia, todo mal traz um bem: hoje é esse o assunto da coluna. O que é propaganda alltype e o que é propaganda no-type. No ensaio, eu fui obrigada a definir o que é imagem e o que é texto, escavucando filósofos, gramáticos e dicionaristas. Mas aqui, tia Nana resume: all type é anuncio só com textinho. No-type é anúncio só com imagem. E anúncio com texto e imagem, tia Nana? É anúncio mesmo, não tem definição.
Antigamente, como era muito complicada a produção das imagens – não é como hoje que a gente tem macs, photoshop e illustrator e qualquer câmera digital resolve o problema. Antes era desenho, munheca e suor: ficava o layout man suando em cima de uma prancha e papel. Além do mais, não existia essa quantidade de peças que estão por aí – o boom da propaganda veio com a abertura econômica no Brasil. Por isso, o anunciante podia se dar ao luxo de escrever muito, muito, muito e era muito fácil encontrar anúncios com texto e sem imagens – nosso alltype.
Todavia, a tendência se inverteu. Tem gente que diz que é tanta informação que a gente tem que chamar atenção com um visual bonito. Tem gente que diz que é porque o mundo ficou corrido e dinâmico e ninguém tem tempo de ler. E tem gente que diz que é porque os jurados do concurso acham mudérnos os anúncios sem texto. Ai foi especialmente no começo desse século (acho feio década de 00) que começaram a pipocar os no-types, anúncio só com figura.
Perainda, Nana Flash, e tu tá dizendo que alltype é antiquado e no-type é moderno? Não. É justamente esse o ponto que eu defendi no meu ensaio: propaganda boa é a propaganda que vende. E se texto vende, se tem que passar informação e principalmente se a idéia é f*da, por que não pode usar propaganda só com texto?
Ai eu separei aqui um monte de propaganda pra vocês verem assim, bonito, a diferença entre alltype e no type. E ver que os dois podem ser legais, os dois podem vender e os dois podem caminhar juntinhos e felizes, pra alegria geral dos anunciantes, dos consumidores e do diretor de criação, que fica desesperado quando a dupla ameaça se estapear no meio da sala de reuniões.
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E ai? Gostam? De qual gostam mais? Quais vocês acham que funcionam? Dêem ai a opinião de vocês nos comentários. Pode ter se passado um ano, mas esse assunto ainda me interessa muito.
*Nana Flash é redatora publicitária e acredita que as pessoas sejam como ela: não podem ver um texto que já saem lendo, incluindo bulas de remédio e anúncios de “compro e vendo ouro”.
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Hoje eu não quero falar sobre uma propaganda. Eu nem sei se Seo Paulo vai topar postar isso. Mas acho que hoje eu quero fazer um texto mais pessoal. Porque eu na verdade sempre fui superficialmente pessoal aqui. Acho que essa foi a reflexão mais pessoal de propaganda que eu já fiz na vida. Talvez porque não fale só de propaganda. Enfim. Ontem a noite eu escrevi isso.
Eu achava que já sabia de tudo. Que já sabia fazer título, que já sabia escrever texto, que já sabia fechar conceito. A verdade é que eu vim para cá, arrogante e distraída, achando que não havia tanto mais para aprender. Eu me enganei. Eu voltei a quebrar a cabeça para fechar o título. Eu voltei a quebrar a cabeça para encontrar o melhor conceito. Exatamente quando eu tinha 20 anos e estava aprendendo a fazer propaganda. Eu acho isso bonito e fico orgulhosa de mim, porque eu tô aprendendo tudo de novo: se antes eu fazia propaganda, aqui eu aprendi a fazer propaganda boa. A diferença entre elas é o tempo e esforço gastos entre o que eu acho que está bom para o mais perto que eu consigo chegar do perfeito, do novo, do que vai fazer o cara na frente da revista pensar "porra!" e dar um soco no ar. Eu tenho pena de quem nunca conseguiu perceber isso e acha que já sabe tudo. Eu tenho pena de quem pára de aprender.
*Nana Flash é redatora publicitária e anda muito sentimental.
Coluna O Elefante É Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Então eu vou fazer assim: aparecer uma semana sim outra não, numa meia greve, até Seo Paulo me pagar o template que me deve. Esqueci não, Seo Paulo. Tenha pena dos meus leitores, que há mais de ano se deparam com as girafinhas azuis estampando minha página.
Enfim, passado o momento jabá, hoje eu decidi falar de Conar. Perguntei ao meu chefe, escavuquei uns livros, consultei a Wikipédia e vou explicar melhor o que raios é essa organização que é responsável pela regulamentação da publicidade brasileira.
Em primeiro lugar, Conar significa Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária. Comassiiiiim, Nana Flash, os publicitários se auto-regulamentam? E então, menino. Começou no fim dos anos 70 (quem estudou história lembra da época complicada que foi), o Governo Federal ameaçava sancionar uma lei criando uma espécie de censura prévia da propaganda. Ou seja, antes de ser veiculado o anúncio da Caxangá Veículos, tinha que ganhar o mega carimbo de que estava Ok.
Pra fugir, foi criado um departamento de auto-regulamentação, sintetizada num Código, que deveria se comprometer a cuidar da liberdade de expressão comercial e defender os interesses das partes envolvidas no mercado publicitário, inclusive os do consumidor. A idéia é do modelo inglês e ganhou forma de todo o mercado.
E assim foi feito: representantes de agências, anunciantes e veículos de comunicação sentaram e articularam o reconhecimento do Código pelas autoridades federais, conseguindo convencer o Governo Federal que a publicidade brasileira era madura o bastante pra se virar sozinha.
E sabe o que é mais legal? Foi um sucesso. Anunciantes, agências, veículos e consumidores toparam subordinar seus interesses ao Código. Logo em seguida foi fundado o Conar, que é na verdade uma ONG que se encarrega de fazer valer o Código. E funciona, viu? Se tiver qualquer problema, pode ligar pra lá. Nesse tempo, o Conar já instaurou processos éticos, moveu conciliações e nunca foi desrespeitado pelos veículos de comunicação – quer dizer, já foi, mas ganhou na Justiça.
Mas nem é isso que pra mim garante que o negócio vai ser legal. O Conselho de Ética da instituição é formado por publicitários, mas também por representantes da sociedade civil (médicos, advogados, jornalistas, dentre outros), todos voluntários. Um anúncio reprovado pode ser retirado de circulação em poucas horas – horas, é isso mesmo. Consumidores podem fazer reclamações através do web-site, sem nenhum custo.
É isso aí. Agora você já sabe quem manda nessa bagunça que se chama publicidade. Sua profissão também se auto-regulamenta? Dá certo? Quem quiser pode deixar o comentário aí embaixo, falando sobre isso. E quem quiser saber mais sobre esse órgão, é aqui: http://www.conar.org.br/
*Nana Flash é redatora publicitária e precisa desesperadamente de um template novo.
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Logo da nova Vale: Chupada, inspiração coletiva ou homenagem ao filtro de café?
Eu lembro da primeira vez que ouvi a palavra chupada. Não, não foi aos 12 anos vendo filme pornô com as primas escondido da mamãe. Foi numa aula de introdução à publicidade. O professor, um cara simpático e que me fez seguir na redação, explicou que em publicidade chupada nada mais é do que pegar um anúncio alheio e copiar. Pode ser a idéia, pode ser o conceito, pode ser o layout ou o título. Não é simples?
Não. É bem mais complexo. Fazer um anúncio igualzinho a outro pode ser uma mera coincidência – as idéias estão aí, e juntá-las pode acontecer aqui ou lá na Etiópia. Pode ser uma referência – o cara viu uma manifestação artística e resolveu fazer algo nesse estilo. E pode ser cara-de-pau mesmo, quando o cara está sem idéia e saca aquela idéia genial de um blog obscuro, de um anuário de país distante ou até de uma pasta de estagiário.
Mas, espera, você quer dizer que chupar é ruim? É péssimo. Mas não facilita o trabalho? Uai, facilita. Mas se apoderar de uma idéia de alguém pra vender seu produto é muito feio. E publicitário não perdoa. Num meio onde a gente preza pela criatividade, luta para tornar uma marca única e mexe com muito dinheiro do cliente, pegar uma idéia alheia para não se dar ao luxo de pensar é no mínimo tosco.
Mas e aí, como a gente prova que não foi chupada? Aí é mais difícil. Eu sou boazinha e tendo a achar que tudo é coincidência – mesmo porque já aconteceu comigo: fiz um anúncio e olha, tinha com o mesmo conceito numa Archive de 2001.
Alguns blogs se especializam em zoar das chupadas. Quiser procurar para entender melhor o conceito, é só digitar "chupadas" no Google. Recomendo ativar o filtro anti-pornografia antes.
*Nana Flash é redatora publicitária, já está melhor do dodói e gostaria de ter uma profissão onde chupadas fossem apenas coisas agradáveis.
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Lascada de trabalho e coberta de suor frio que a enxaqueca + a febre provocam, o post vai ser curtinho.
Tem poucas propagandas na TV que prendem minha atenção hoje. O único comercial que realmente despluga meu fone de ouvido do computador é o novo jingle da Brahma, criado por ninguém menos que Nizan Guanaes.
(Adendo: Nizan é o cara. Ganhou todos os prêmios que existem no mundo em publicidade e fundou uma holding que conta com as mega agências Africa, DM9DDB, Loducca e MPM. Foi ele quem bolou o comercial que dá nome ao subtítulo dessa coluna. Foi ele quem bolou a campanha do Hitler pra Folha, que já postei aqui. Enfim, é o cara que bolou isso aqui.)
Curtam aí o comercial, com Seu Pagodinho. É tão bom, que eu, que não bebo, tô pensando em ir tomar uma. Assim que a enxaqueca e a febre passarem, claro.
*Nana Flash é redatora publicitária e sofre porque não tem mamãe pra cuidar dela nos dias de doença.
Coluna O Elefante É Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Eu brinco dizendo que existem mais cinéfilos que seres humanos no mundo. A palavra banalizou tanto que se você for no meio do Mercado da Madalena e gritar "quem é cinéfilo aê?", todo mundo vai levantar a mão. Mas tem razão de ser: cinema é divertido. É uma caixinha mágica de passar histórias e dar vida a personagens e é acessível pra todo mundo.
Então este domingo foi noite de Oscar. Incrível que, na segunda, todo mundo – do cobrador de ônibus até o pessoal da agência e do curso – ou falava da final da taça Guanabara (e os flamenguistas dançavam o créu, é claro), ou do Oscar.
Eu nem imaginava que o Oscar tava com essa bola toda. Eu assisti só pra ficar de olho nos vestidos das atrizes e pra ver se rolava beijo na boca – alguém discorda que foi muito mais divertido quando o Adrien Brody agarrou a Halle Berry?
E foi pensando no Oscar que eu comecei a lembrar de uma porção de anúncios para canais a cabo, filmes no cinema, locadoras, todo esse universo que abrange filmes. Separei uma campanha impressa recente para a rede de cinema CinemaxX, da alemã Jung Von Matt, da qual sou tiete (e Seu Paulo também, visto que ele adora coisas made in Deutschland).
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Eu curti muito porque são raros os anúncios que tiram onda da própria cara e ainda conseguem se vender bem. Eu curti também esse humor meio negro e principalmente as ilustrações, que são do Johan Kleinjan. Espero que vocês gostem. Quase tanto quanto gostei do vestido lindo da Helen Mirren ou da Cameron Diaz.
*Nana Flash é redatora publicitária e um dia vai ficar rica escrevendo discursos legais para atrizes chorosas que ganham oscars – convenhamos, esse "obrigada, eu não esperava, quero agradecer aos meus produtores" já encheu o saco.
Coluna O Elefante é fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Eu sei que o job era pra ontem, mas nem a faculdade nem o trampo tão me dando sossego. Então vou sacar um post com vídeo, pra deixar todo mundo feliz e me perdoar pelo atraso.
A Coca-Cola colocou no ar seu novo comercial. Alias, não é um comercial: é uma animação de 3 minutos e meio, que vai rolar só na net e nos cinemas. É a "Happiness Factory 2", uma continuação daquele comercial lindo, que um cara coloca uma moedinha dentro da máquina de coca e uma porção de bichinhos fofis produzem uma coca com todo carinho.
O objetivo da W+K, a mega poderosa agência que fez a campanhota "Viva O Lado Coca Cola Da Vida", inspirou-se nas animações da Pixar para entreter o público – o curioso é que no briefing (sim, eu leio briefings que não são meus) eles falam que o público não é criança, mas jovens adultos. E isso faz toda a diferença, embora eles tenham conseguido encantar todas as idades.
Então confiram aí o vídeo quem ainda não viu. E quem não viu nem o primeiro Happiness Factory, olha aqui:
Happiness Factory 1
Happiness Factory 2
*Nana Flash é redatora e pretende ficar milionária para comprar com Deus alguns finais de semana no futuro, para compensar todos que ela perdeu fazendo titulinho.
(Da série "Eu não sabia que publicidade era isso tudo, mamãe".)
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Imaginem a seguinte cena: é final de Copa do Mundo, a Seleção está lutando pelo Hexa e o Brasil inteiro parou duas horas antes do jogo para se concentrar ao redor de cervejas e amendoins. Mas antes dos heróis entrarem em campo, claro, vem o intervalo comercial.
Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas o Brasil inteiro está assistindo esse jogo. Quanto será que custa colocar um comercial no ar nesta hora? Uma pequena fortuna. Mas acredite, cada espaço é disputado com mais furor que a bola lá no campo. É praticamente 100% de audiência, o que mais um anunciante pode pedir?
Essa cena é só para vocês terem dimensão do que é o Super Bowl, como é conhecida a decisão do Campeonato de Futebol Americano lá nos USA. É um dos maiores e provavelmente o mais popular evento esportivo da terra do Tio Sam, assistido por milhões de pessoas no mundo inteiro.
Imagina o que um evento como esse não cobra por cada propaganda que é colocada no ar? Não imagina, Nana Flash diz: 2,7 milhões por 30 segundos. E esse ano serão veiculados 63 comerciais, além de várias ações promocionais. Nem preciso dizer que não só o jogo, mas o intervalo é mega esperado.
O Super Bowl foi dia 03 de fevereiro, mas pra quem curte ver a propagandas, o YouTube disponibilizou todas aqui. Dêem uma olhadinha e votem em seus favoritos. Eu fico com a da mancha :-)
*Nana Flash é redatora publicitária e nem dá muita bola quando a Seleção entra em campo, mas coloca a mão no coração quando o Leão entra na sagrada relva da Ilha.
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Eu estudei anos e anos pra passar no vestibular da faculdade mais conceituada da minha cidade – eram 28 pessoas por vaga. Estagiei em uma ótima agência, trabalhei em mais algumas, fiz vários cursos de línguas, leio muitos livros (de Machado à Paulo Coelho), ouço muita música (de Beethoven à Gaiola das Poposudas), vejo muito cinema (de Transformes à iranianos cabeçudos) e aqui estou eu, em uma cidade longe da minha casa, para fazer uma especialização para ser melhor no que eu faço.
Não, não, não passei meu currículo pra vocês me arranjarem um emprego (se bem que eu aceito, se alguém tiver um bom, heim?). É para falar que quem quer ser publicitário precisa estudar bastante. E se quiser ser um ótimo publicitário precisa estudar mais que bastante: precisa ralar muito e ir atrás de todo tipo de referência.
Publicitários mexem com a imaginação das pessoas. Com seus sentimentos, vontades e desejos. E, claro, com o seu tempo e sua atenção. Pra fazer isso bem, você precisa se garantir. E quem se garante tem o direito de cobrar caro pelo que faz, não é?
Infelizmente não é o que acontece. Alguns clientes acham um absurdo o que as agências cobram pelo trabalho e acham que, assim, uma qualquer coisa resolve. Ai chama o primo que entende de site. Ou o filho que mexe com Corel ou que ganhou um concurso de poesia e escreve legal. Ou descobre que a esposa pode ser uma garota propaganda ótima. Assim, colocam propaganda ruim na rua – dessas que a gente rola de rir de tão toscas quando vê – e esquecem que estão é fazendo mal pra própria marca.
Pra ilustrar melhor o que eu estou falando, hoje eu trouxe alguns vídeos toscos. Se não convencer ninguém que um publicitário é de fato importante pra fazer algo bem feito, serve ao menos pra fazer vocês rirem :D
(São três da série. Procurem :D)
(Essa é bobinha, vai.)
(Não sei se esse é ou não é um viral mal feito, mas sei que é tosco.)
Ah, as propagandas de Motel. O que seria da nossa vida sem elas? Eu bem que procurei o da campanha Não T... Nas Árvores, muito veiculada no Recife, mas não achei.
* Nana Flash é redatora publicitária e estará na sexta de volta a Recife, pra cobrar o cafezinho da Livraria Cultura que Seu Paulo deve a ela :D
(Da série “Eu não sabia que isso tinha esse nome”)
Coluna O Elefante é fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Aproveitando meu estado de gripe que já dura duas semanas – vocês não fazem idéia da fortuna que gastei em lenços de papel e Coristina – hoje eu decidi falar de algo que se espalha mais rápido que gripe quando alguém espirra num ônibus lotado num dia de chuva: o viral.
A definição da Wikipédia (adoro como ela facilita meu trabalho) é: “viral referem-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares a extensão de uma epidemia”.
Entendeu? É assim, ó: alguém vê um vídeo, um site ou até fotos de uma ação que aconteceu e acha tão legal que tem que compartilhar com os outros, que nem uma corrente, mas sem aquela parte do “mande para 15 pessoas senão você morre”: o viral tem que ser tão bom que você tem que mandar por livre e espontânea vontade.
Vídeo pornô "exótico" 2girls1cup fez sucesso após blogs publicarem a reação dos espectadores durante a exibição (Foto: Patrick Maloney)
Uai, e tem gente que lucra com isso? Menino, o cara não gasta um único puto em veiculação, invade a tua casa sem te aborrecer e ainda atinge aquela parcelinha de pessoas que fica mais tempo na frente do computador do que de qualquer outro lugar e tu ainda pergunta quem lucra? Tem gente dizendo já que viral é a propaganda do futuro e raros são os pedidos de trabalho que chegam sem pedir viral.
Mas e aí, o que caracteriza um viral? Geralmente um viral não pode ter cara de viral. Geralmente, o cliente nega até a morte que ele tenha produzido aquele viral – foram uns malucos com uma câmera de vídeo na mão e uma idéia louca na cabeça que usaram a marca deles. Geralmente um viral tem um nome bem sugestivo ou qualquer coisa que atice a curiosidade alheia. E geralmente quando o viral não tem uma idéia fodástica por trás, não vai atingir ninguém: afinal, você só manda pro seu amigo um vídeo que seja realmente muito foda, muito interessante ou sobre alguma coisa que ele acredite com muita fé.
E pra mostrar na prática o que é viral, coloco ai uns exemplinhos que eu adoro. Quem não entendeu vai fazer um “aaaaaaaaaaaaaaaah”. Quem entendeu vai lembrar de muitos que já enviou/recebeu – e ei, não esqueçam de mandar um e-mail pra mim (nanaflash@hotmail.com) com os links :)
Isso é muito f*da:
Isso também é muito f*da:
Isso é tão f*da que ganhou Cannes ano passado. Apesar de não ter aquela cara de viralzão dos outros, é viral porque só circulou (e como) na internet:
Esse é um blog. Tem o sugestivo nome de The "Mothafuckin" Twix From Hell – o pessoal ai fez um Twix gigante numa telha: twixgigante.blogspot.com.
*Nana Flash é redatora publicitária e fez seu próprio viral pra convencer os outros que ama as girafas: aqui.
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Você esparramado na poltrona vendo mais um capítulo de Malhação, nem prestando atenção no romance impossível (!) do pianista-da-novela-das-8 com a menina-do-nome-esquisito quando uma luz pisca na sua cabeça: tem coisa errada ali. Não, não é que você se deu conta da atuação pífia da mocinha ou que a história está se repetindo desde 1999. É que, entre uma mão boba e uma piada mais boba ainda, você viu um produto que existe do lado de cá da telinha.
Você esfrega os olhos e lá está: a mocinha está se maquiando com produtos da Boticário. O mocinho a apanha no seu Corsa Hatch (aos 17 anos ele tem um, zerinho.) e vão juntos pra balada, onde bebem Gatorade, elogiam a calça da Renner da outra e tiram fotos com máquina de filme (!) falando sobre a quarta camada de cor da Fuji.
Sim, amigos, a propaganda invadiu sua novela favorita. Algumas sutis, outras escancaradas. Como é que aquela marca foi parar ali? Do mesmo jeito que foi parar no intervalo da programação: pagando. É o que a gente chama de merchandising.
Teoricamente, apenas um quarto da programação pode ser destinado à propaganda. Pra emissora e pro anunciante é muito, muito pouco. E é ai que entra aquele produto no meio da novela. Algumas marcas aparecem rapidinho numa sacola, outras fazem parte da trama e recebem elogios rasgados da mocinha. Tem diferença? Só tem: a primeira paga menos. A segunda pode até escolher com que ator quer aparecer.
O negócio é bom? Demais. O merchandising chega a ser responsável por até 3,5% do faturamento das redes de TV, segundo a Folha (a outra). Um comercial para TV não é “fabricado” por menos de R$ 250 mil que, somados a veiculação no horário nobre (até R$ 150 mil cada inserção), custa menos que os R$ 412 mil que eram pagos em média por duas inserções na novela das 8. O retorno? Mais que garantido.
Eu não sei os valores para filmes e séries, mas parece que é bem polpudo também. A Absolut marcou presença em Sex And The City, com sua boa vodca piscando na tela do começo ao fim – eles criaram até um drink especialmente pro episódio. O filme Sexo, Amor e Traição tem Nova Schin do começo ao fim, na mão dos protagonistas. O filme Se Eu Fosse Você também tem uma aparição mais discreta da mesma marca.
Ok, é patrocínio e foi bem feito e pertinente na trama, a gente repara e segue o roteiro sem reclamar. Mas, claro, tem sempre alguém que exagera: sim, eu falo de filmes tipo Transformers, que fazem questão de esfregar na cara da gente nomes como E-Bay, Burger King, Panasonic, Camaro (o Bumblebee original era um fusca amarelo, mas eles não conseguiram negócio com a Volks), Nokia e até The Strokes. Soubesse que ia ver duas horas de propaganda nem tinha pago o ingresso.
Como tudo que é relacionado a construir intimidade com o consumidor, merchandising precisa ser sutil, inteligente e bem-feito pra ficar na cabeça alheia. E, claro, precisa pagar bem caro pra isso. Não quero nem imaginar o quanto a Wilson pagou para ter seu produto como protagonista de Náufrago.
* Nana Flash é redatora publicitária e acha que vai passar o resto da vida escrevendo coisas tipo “Mas Fábio Assunção, como seu Corsa Hatch é bonito!” “É sim, Camila Pitanga, ele vem com os novos amortecedores ABC e blindagem israelense de fábrica”.
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Só existe um tipo de pessoa que gosta de publicidade: os publicitários. Fora eles, ninguém mais. A publicidade toma o tempo de mais um programa legal, de mais uma música boa, de mais conteúdo na revista, jornal ou blog.
Mas então, você pensa, por que toda vez que passa aquela propaganda da Skol eu saio correndo do banheiro pra ver? Por que eu mostro aquele anúncio de Havaianas na revista pra todo mundo? E por que raios, em vez de cantar a minha música favorita eu canto a musiquinha da Pitu? É simples. Você não gosta de propaganda. Você gosta de criatividade. Você gosta de coisas inteligentes e de coisas que falem diretamente ao seu coração.
A publicidade, há muitos anos atrás, serviu para divulgar que havia um produto a venda. Há alguns anos atrás, servia para captar a atenção do consumidor. Hoje, ela quer seduzir você, fazer que você adore aquela marca e seja fiel a ela.
Claro que há muitas formas de ganhar um consumidor: ser uma marca social e ambientalmente responsável, ter bons preços, patrocinar seu show de rock favorito. Todavia, a propaganda tem um papel fundamental nessa construção e é muito difícil você conseguir construir simpatia sem mostrar pro mundo, na telinha, na net ou na revista, quem é você e a que você veio.
Escolhi então três propagandas que são cláaaaaassicas e que acho ótimas. Uma, pelo primor de criatividade. Outra, porque é inteligente. A terceira, porque toca o coração da gente em trinta segundinhos. E ai vocês respondem, não é muito mais gostoso quando a gente se diverte vendo a novela e vendo o que passa entre dois capítulos?
* Nana Flash é redatora publicitária e sempre chora quando vê as propagandas do Greenpeace.
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Tenho inveja de médicos e advogados. Muita mesmo. Primeiro, porque esses seres abençoados não viram a madrugada a base de pizza. Segundo, porque todo mundo sabe exatamente o que eles fazem e eles nunca precisaram passar o dia inteiro tentando explicar pra vó que abrem barrigas e tiram apêndices podres ou que colocam e tiram gente da prisão.
Todo publicitário teve um dia que explicar pra alguém o que faz exatamente. Isso porque, embora muita gente conheça a nossa profissão, muito mais gente não conhece ou confunde com relações públicas ou marketing. É justamente pensando nessas pessoas que não entendem muito bem o que faz um publicitário que eu escrevo essa coluna, humildemente dedicada a Miriam, minha faxineira que acha até hoje que eu atuo nos comerciais da TV e faço novela.
Vamos lá: no meu diploma, junto a uma fonte cheia de frufrus e meus dois sobrenomes ridículos tem o título formal da minha profissão: comunicação social – habilitação em publicidade e propaganda. Esse título, que nem cabe na carteirinha de estudante, quer dizer que antes de ser publicitária eu sou uma comunicadora social.
Por Comunicação Social entenda-se um campo de humanidades que estuda a comunicação, especialmente no que diz respeito a interação de sujeito com sociedade. Geralmente, as habilitações em comunicação social são publicidade, jornalismo, radialismo e TV e relações públicas.
Ok, isso você entendeu. Mas por que tem publicidade e propaganda? É a mesma coisa? Não. Publicidade e propaganda são duas coisas diferentes, embora muitas vezes usadas como sinônimos.
Propaganda tem um significado bem mais amplo: refere-se à comunicação que tenha como objetivo vender algo, seja um produto, um serviço ou uma idéia. Diferente do jornalismo (ou não), ela é parcial. Já publicidade é a propaganda apenas de cunho comercial: tem como objetivo comunicar e defender os interesses econômicos de um produto. A publicidade, então, é mais comercial e está inserida na propaganda.
Opa, já simplificou. Mas vale lembrar, publicidade é diferente de propaganda e as duas são bem diferentes de marketing. Segundo Kotler, marketing é “um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”. Em outras palavras, propaganda é apenas uma parte do marketing: publicitário é publicitário e marketeiro é marketeiro.
Muita gente da área acha que essas definições são meio caducas. Caducas ou não, agora você já sabe direitinho o que faz um publicitário. Se estiver pensando em fazer vestibular pra essa área, leia a coluna mais umas vezes e decore direitinho. Garanto que você vai precisar passar algum tempo explicando direitinho pra vó o que é que você faz da vida. ;)
* Nana Flash é comunicadora social habilitada em publicidade e propaganda pela Universidade Federal de Pernambuco e precisa tomar fôlego toda vez que alguém pergunta “e ai, você faz o que da vida?”
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Seu Paulo me pediu para escrever uma coluna sobre publicidade todas as terças. Para me convencer, prometeu linkar meu blog. Prometeu também fama, fortuna, um michê de cueca de elefantinho e um café na Livraria Cultura assim que eu voltar a Recife.
Apesar da proposta tentadora, confesso que fiquei desconfiada. Por trás deste convite deve haver uma intenção maligna, porque até agora não entendo por que Seu Paulo escolheu uma pessoa como eu. Talvez porque ele ache, ao contrário de todos os diretores de criação do mundo, que eu escrevo bem. Ou que eu escreva tão mal que, lendo meus textos ruins, comparativamente vocês acharão os dele muito melhor.
Mas agora é tarde, eu já disse sim e aceitei. Mas como todo publicitário, ignorei a semana de prazo que Seu Paulo me deu e eis que hoje, o dia da minha estréia, eu não tenho texto pronto. Nem uma mísera linha ou a mais vaga idéia do que falar. Na verdade, eu não tenho sequer um nome pra essa coluna.
Então decidi que meu primeiro post será uma enquete. Quero saber dos leitores qual o nome que eles querem que a coluna tenha, entre cinco opções. E vejam que ótimo: além de me livrar do texto que eu não escrevi, eu também mostro, com um exemplo prático, a primeira grande lição da propaganda que todo publicitário sabe, mas às vezes esquece: sem vocês, que consomem e participam, não há resultado de verdade.
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Seu Paulo
Recife, Brasil
Editor responsável pelo blog e bebedor compulsivo de café.
Criou o blog em 2007, com o objetivo de informar e ajudar a desenvolver essa linguagem informativa que vem crescendo e ganhando credibilidade a cada dia. Com o seu humor peculiar, por vezes ácido, Seu Paulo fala aqui sobre mídia, televisão, política, tecnologia, blogosfera e até Fórmula 1. Se tudo der certo, vai ficar milionário até agosto de 3012.