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Um blog jornalístico, ou quase, com a difícil missão
de mostrar os fatos mais relevantes de um ponto de vista bem humorado. Conta, além de notícias, com colunas, charges, vídeos e temas que vão de televisão à tecnologia. Tudo isso e mais um blogueiro nada sério.
Atualizações todos os dias, de segunda à sexta, e nos finais de semana, se o fato exigir. |
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| Terça-feira, 13 de Maio de 2008
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A Pasta |
Da série “currículo pra que?”
Coluna O Elefante é fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Eu costumo dizer que o que eu mais gosto em propaganda – criação, mais especificamente – é que a gente não tem currículo: tem pasta. A pasta ou portfólio nada mais é do que uma pasta cheia de trabalhos que a gente fez, veiculados ou não, reais ou não, para clientes que existem ou não.


Você quer emprego na agência? Leva a pasta e se o chefe gostar o emprego é seu. Sem precisar dizer que estudou na Estácio, fala inglês e língua do P fluente e fez cursinho de Corel Draw na SOS Computadores. Eu acho isso legal porque aí mostra do que você realmente é capaz. Porque vamos combinar, currículo tem muito de embromation.
Pra quem tá afim de ingressar nesse mercado ou só tá curioso sobre como funciona, tia Nana dá as dicas:
1 – As peças. Varia entre 5 e 15. Cinco acho pouco, 15 acho muito. Fica nesse meio termo.
2 – Os clientes. Pode ser qualquer cliente, mas é sempre bom ter de briefings conhecidos. Sabão em pó, celular, ONG de defesa do meio ambiente, TV fina, academia de ginástica. Pelo amor, só evitem Havaianas (é tanta coisa boa que já foi feita, que é difícil superar – escolha outra marca, sei lá, Dupé é legal, tem coisa boa, mas dá caminho), Whiskas (sempre tem em pasta de menina porque é fofo) e camisinha (sem comentários).
3 – A pasta. Não precisa ser da Versace, de couro preto. Pode ser de courina. Pode ser só um fichário preto. Pode ser pra um A3 ou um A4. Geralmente é A4, que é mais fácil transportar. Preto é legal porque é sóbrio e destaca o trabalho.
4 – A impressão. É bem mais legal imprimir a laser, em gráfica. Nada pior do que aquela impressão tosca de jato de tinta com cartucho reciclado. Capriche, é seu trabalho. Também é legal colar o trabalho em uma prancha de papel cartão preto, pra ficar bem arrumadinha. Uma dica legal que me deram foi revelar como foto, fica lindo.
5 – Colocando online. Hoje é bem comum você colocar sua pasta na Internet. Claro que o bom é sentar com o diretor de criação e fazer um olho no olho, mas em compensação não é sempre que o cara pode ver tuas coisas e a Internet tem a vantagem de você poder colocar os vídeos em vez de só os roteiros. Eu tenho uma hospedada no Carbonmade, que é onde a maioria prefere. Tem que coloque no Flickr ou faça um Blog pra isso. Fica a seu critério.
6 – Um último conselho. Criativos são os anúncios. A pasta tem que ser sóbria. E tenha sempre um cartão de visitas à mão. Se o cara gostar, pode entrar em contato.
Pronto. É basicamente isso que você precisa ter pra procurar um emprego. É complicado? Quando eu comecei, até que achei. Mas muito melhor do que preencher dado de currículo, não é?
* é redatora publicitária e tem uma pasta que mais parece expositor de papel de carta.Marcadores: Colunas, O Elefante é fã de Parmalat, Publicidade |
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| Terça-feira, 6 de Maio de 2008
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Campanhas pra ganhar |
Da série “Não precisa preencher cupom”
Coluna O Elefante é fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Eu quero que vocês fiquem ricos. Milionários. Bilionários. Assim podem lembrar dos amigos e passar mais tempo na internet lendo minhas asnices.
Por isso a coluna de hoje traz uma porção de concursos para participar e ganhar. E aí, aproveito para falar que concursos são ótimas formas de se fazer propaganda, gerar conteúdo pelo próprio consumidor, aumentar a simpatia da marca, ampliar as vendas (a gente pensa que não, mas vende mais nas épocas de concurso) e, principalmente, amplia o recall do consumidor.
Se antes pra ganhar prêmio você basicamente mandava recortes de códigos de barra respondendo uma pergunta mongol, hoje as coisas mudaram: você manda vídeos, fotos, torpedos e interage de uma forma nunca antes vista.
1. Pitú e a Mania de Brasileiro
A Pitú, tradicional indústria de bebidas do Nordeste, lançou um concurso cultural que tem como base a web e o CGC (conteúdo gerado pelo consumidor).

A empresa, que está completando 70 anos em 2008, possui há muitos desses, o slogan: MANIA DE BRASILEIRO. E foi aí que a Ampla Ponto, agência de marketing promocional sediada em Recife, viu uma oportunidade e desenvolveu a campanha Qual é a sua mania?. Ao entrar no hotsite da campanha, os consumidores podem responder a pergunta Qual é a sua mania através de vídeos, fotos ou textos e os melhores materiais, segundo o público e um júri, ganharão prêmios como laptop e TV LCD.
Com apenas 02 dias de campanha, já foram enviadas mais de 60 manias ao hotsite.
Veja: www.qualeasuamania.com.br
Outras informações no blog Ideavertising: Aqui. (pelo Thiago, gente fina)
2. Terra e o dia das mães
Terra fez uma promoção que parece caretinha: Você diz por que sua mãe é a melhor do mundo e pode ganhar prêmio. Mas o diferencial é que são palavras espalhadas pelo site Terra Shopping, e você obrigatoriamente tem que usar algumas. Não é uma boa revisitada no Faça Sua Frase?
Clica Aqui.
3. Pe360Graus e Coquetel o dia todo
Alguns portais distribuem entre seus leitores alguns brindes cedidos por empresas. Convites, ingressos, camisas, kits, cursos, tem de tudo. Não é uma ótima maneira de falar com muita gente gastando pouco mais que um presentinho?
Acessa pe360graus.com ou coquetel.com.br lá na parte de promoções.
* é redatora publicitária e já recortou muito código de barra pro Caminhão do Faustão, mas hoje se dedica a fazer frases respondendo por que merece ganhar os prêmios. Já ganhou boné, camisa, mousepad, ingressos de cinema, convite de espetáculo, DVD e um pacote de camisinha.Marcadores: Colunas, O Elefante é fã de Parmalat, Publicidade |
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| Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
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Alltypes e No-Types |
(Da série “Tia Nana Explica”)
Coluna O Elefante é fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Recentemente fez um aninho que eu me formei. Talvez tenha sido por isso que eu tenha pensado muito sobre a época da faculdade. A bem dizer, eu pensei mais nas coisas ruins, e entre todas elas a pior sem dúvida foi o TCC. O trabalho de conclusão de curso foi um ensaio sobre a propaganda alltype e eu lembro toda dor e sofrimento que foi escrever esse maldito ensaio com pouquíssimos livros falando sobre o assunto.
Todavia, todo mal traz um bem: hoje é esse o assunto da coluna. O que é propaganda alltype e o que é propaganda no-type. No ensaio, eu fui obrigada a definir o que é imagem e o que é texto, escavucando filósofos, gramáticos e dicionaristas. Mas aqui, tia Nana resume: all type é anuncio só com textinho. No-type é anúncio só com imagem. E anúncio com texto e imagem, tia Nana? É anúncio mesmo, não tem definição.
Antigamente, como era muito complicada a produção das imagens – não é como hoje que a gente tem macs, photoshop e illustrator e qualquer câmera digital resolve o problema. Antes era desenho, munheca e suor: ficava o layout man suando em cima de uma prancha e papel. Além do mais, não existia essa quantidade de peças que estão por aí – o boom da propaganda veio com a abertura econômica no Brasil. Por isso, o anunciante podia se dar ao luxo de escrever muito, muito, muito e era muito fácil encontrar anúncios com texto e sem imagens – nosso alltype.
Todavia, a tendência se inverteu. Tem gente que diz que é tanta informação que a gente tem que chamar atenção com um visual bonito. Tem gente que diz que é porque o mundo ficou corrido e dinâmico e ninguém tem tempo de ler. E tem gente que diz que é porque os jurados do concurso acham mudérnos os anúncios sem texto. Ai foi especialmente no começo desse século (acho feio década de 00) que começaram a pipocar os no-types, anúncio só com figura.
Perainda, Nana Flash, e tu tá dizendo que alltype é antiquado e no-type é moderno? Não. É justamente esse o ponto que eu defendi no meu ensaio: propaganda boa é a propaganda que vende. E se texto vende, se tem que passar informação e principalmente se a idéia é f*da, por que não pode usar propaganda só com texto?
Ai eu separei aqui um monte de propaganda pra vocês verem assim, bonito, a diferença entre alltype e no type. E ver que os dois podem ser legais, os dois podem vender e os dois podem caminhar juntinhos e felizes, pra alegria geral dos anunciantes, dos consumidores e do diretor de criação, que fica desesperado quando a dupla ameaça se estapear no meio da sala de reuniões.
E ai? Gostam? De qual gostam mais? Quais vocês acham que funcionam? Dêem ai a opinião de vocês nos comentários. Pode ter se passado um ano, mas esse assunto ainda me interessa muito.
* é redatora publicitária e acredita que as pessoas sejam como ela: não podem ver um texto que já saem lendo, incluindo bulas de remédio e anúncios de “compro e vendo ouro”.Marcadores: Colunas, O Elefante é fã de Parmalat, Publicidade |
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| Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
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Aprender |
Coluna O Elefante é Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Hoje eu não quero falar sobre uma propaganda. Eu nem sei se Seo Paulo vai topar postar isso. Mas acho que hoje eu quero fazer um texto mais pessoal. Porque eu na verdade sempre fui superficialmente pessoal aqui. Acho que essa foi a reflexão mais pessoal de propaganda que eu já fiz na vida. Talvez porque não fale só de propaganda. Enfim. Ontem a noite eu escrevi isso.
Eu achava que já sabia de tudo. Que já sabia fazer título, que já sabia escrever texto, que já sabia fechar conceito. A verdade é que eu vim para cá, arrogante e distraída, achando que não havia tanto mais para aprender. Eu me enganei. Eu voltei a quebrar a cabeça para fechar o título. Eu voltei a quebrar a cabeça para encontrar o melhor conceito. Exatamente quando eu tinha 20 anos e estava aprendendo a fazer propaganda. Eu acho isso bonito e fico orgulhosa de mim, porque eu tô aprendendo tudo de novo: se antes eu fazia propaganda, aqui eu aprendi a fazer propaganda boa. A diferença entre elas é o tempo e esforço gastos entre o que eu acho que está bom para o mais perto que eu consigo chegar do perfeito, do novo, do que vai fazer o cara na frente da revista pensar "porra!" e dar um soco no ar. Eu tenho pena de quem nunca conseguiu perceber isso e acha que já sabe tudo. Eu tenho pena de quem pára de aprender.
* é redatora publicitária e anda muito sentimental.
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| Terça-feira, 25 de Março de 2008
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Conar |
(Da série "alguém tem que colocar ordem aqui")
Coluna O Elefante É Fã de Parmalat
Por Nana Flash*
Então eu vou fazer assim: aparecer uma semana sim outra não, numa meia greve, até Seo Paulo me pagar o template que me deve. Esqueci não, Seo Paulo. Tenha pena dos meus leitores, que há mais de ano se deparam com as girafinhas azuis estampando minha página.
Enfim, passado o momento jabá, hoje eu decidi falar de Conar. Perguntei ao meu chefe, escavuquei uns livros, consultei a Wikipédia e vou explicar melhor o que raios é essa organização que é responsável pela regulamentação da publicidade brasileira.
Em primeiro lugar, Conar significa Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária. Comassiiiiim, Nana Flash, os publicitários se auto-regulamentam? E então, menino. Começou no fim dos anos 70 (quem estudou história lembra da época complicada que foi), o Governo Federal ameaçava sancionar uma lei criando uma espécie de censura prévia da propaganda. Ou seja, antes de ser veiculado o anúncio da Caxangá Veículos, tinha que ganhar o mega carimbo de que estava Ok.
Pra fugir, foi criado um departamento de auto-regulamentação, sintetizada num Código, que deveria se comprometer a cuidar da liberdade de expressão comercial e defender os interesses das partes envolvidas no mercado publicitário, inclusive os do consumidor. A idéia é do modelo inglês e ganhou forma de todo o mercado.
E assim foi feito: representantes de agências, anunciantes e veículos de comunicação sentaram e articularam o reconhecimento do Código pelas autoridades federais, conseguindo convencer o Governo Federal que a publicidade brasileira era madura o bastante pra se virar sozinha.
E sabe o que é mais legal? Foi um sucesso. Anunciantes, agências, veículos e consumidores toparam subordinar seus interesses ao Código. Logo em seguida foi fundado o Conar, que é na verdade uma ONG que se encarrega de fazer valer o Código. E funciona, viu? Se tiver qualquer problema, pode ligar pra lá. Nesse tempo, o Conar já instaurou processos éticos, moveu conciliações e nunca foi desrespeitado pelos veículos de comunicação – quer dizer, já foi, mas ganhou na Justiça.
Mas nem é isso que pra mim garante que o negócio vai ser legal. O Conselho de Ética da instituição é formado por publicitários, mas também por representantes da sociedade civil (médicos, advogados, jornalistas, dentre outros), todos voluntários. Um anúncio reprovado pode ser retirado de circulação em poucas horas – horas, é isso mesmo. Consumidores podem fazer reclamações através do web-site, sem nenhum custo.
É isso aí. Agora você já sabe quem manda nessa bagunça que se chama publicidade. Sua profissão também se auto-regulamenta? Dá certo? Quem quiser pode deixar o comentário aí embaixo, falando sobre isso. E quem quiser saber mais sobre esse órgão, é aqui: http://www.conar.org.br/
* é redatora publicitária e precisa desesperadamente de um template novo.Marcadores: Colunas, O Elefante é fã de Parmalat, Publicidade |
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