|
Um blog jornalístico, ou quase, com a difícil missão
de mostrar os fatos mais relevantes de um ponto de vista bem humorado. Conta, além de notícias, com colunas, charges, vídeos e temas que vão de televisão à tecnologia. Tudo isso e mais um blogueiro nada sério.
Atualizações todos os dias, de segunda à sexta, e nos finais de semana, se o fato exigir. |
|
| |
Copie o código abaixo e cole no html da
sua página ou adicione aos scraps. |
|
| |

|
| Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
. |
|
Toda unanimidade é burra! |
A flor de obsessão de um anjo pornográfico
Coluna Palavras em Off
Por Taís Paranhos*
'Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.'
Nelson Rodrigues nasceu na cidade do Recife - PE, em 23 de agosto de 1912, o quinto dos 14 filhos da família. Aos quatro anos, muda-se para o Rio de Janeiro com a família. Aos oito, na escola, participa de um concurso de redação em que sua composição, pasmem, era uma história de adultério que acabava em morte. Embora admirada com a fluência na escrita, a professora não poderia ler em classe.
Nessa época, o autor descobriu o Fluminense, time que seria sua paixão até o fim da vida. Um dos irmãos de Nelson era o cronista esportivo Mário Filho, que teve seu nome escolhido para ser o nome oficial do estádio do Maracanã. O pai, envolvido com o Jornalismo e a política, foi preso e Nelson Rodrigues caiu em depressão.
Voltando da cadeia, o pai de Nélson havia sido demitido do jornal onde trabalhava e fundou seu periódico: A Manhã. Aos 13 anos, inicia a carreira no jornal de seu pai. Como repórter policial, sabia como poucos dramatizar os acontecimentos. Logo, ganhou uma coluna literária, mas ao atacar Rui Barbosa, foi rebaixado e voltou à editoria policial.
Mal teve tempo de voltar à coluna e o pai perde o jornal para o sócio. Logo, a família cria um novo jornal, A Crítica. Nessa época, viaja para o Recife, para tentar curar-se da depressão. Com a viagem, escapa da cadeia. Mas o pai e os irmãos são presos por ordem da polícia carioca, que os acusara de matar outro jornalista. A temporada no Recife o cura da tristeza e ele volta ao Rio a todo o vapor.
Em 26 de dezembro de 1929 o jornal estampa matéria, na primeira página, sobre o desquite de Sylvia e José Thibau Jr. Foi a fórmula encontrada para o diário não sair sem assunto, já que era o primeiro dia após o natal. No dia 27, pela manhã, Sylvia entra na redação da Crítica procurando por Mário Rodrigues. Não o encontrando, pede para falar com seu filho Roberto e dá-lhe um tiro no estômago. Nelson viu e ouviu aquilo tudo. Com dezessete anos e quatro meses, era a primeira cena de violência brutal que presenciava. Seu irmão faleceu no dia 29.
De luto, a família ainda sofre outro baque: a morte do pai, aos 44 anos, de trombose cerebral. Sylvia, a mulher que baleara o irmão, havia sido absolvida. Com a revolução de 1930, o jornal é fechado. Os Rodrigues começam a procurar emprego, coisa que para eles não estava nada fácil. Foram meses batendo em portas fechadas. Começaram a vender tudo o que tinham para poder sobreviver e, devido ao aluguel sempre atrasado, eram obrigados a mudar de casa a cada três meses. Até que um dia uma porta se abriu para Mário Filho e os outros irmãos penetraram por ela: O Globo. Para arranjar mais algum dinheiro, trabalhou como redator da firma Ponce & Irmão, distribuidora no Rio dos filmes da RKO Radio Pictures. Criava textos para os anúncios dos filmes nos jornais.
Nessa época, contrai tuberculose e se interna em um sanatório em Campos do Jordão/SP. Na casa de saúde, outro paciente propôs encenarem um teatrinho. Claro, Nelson Rodrigues fez o texto. Era uma comédia, um 'sketch' cômico sobre eles mesmos. Logo nas primeiras cenas a platéia começou a gargalhar e, com isso, surgiram os ataques de tosse que quase fizeram vítimas. Foi a primeira experiência de dramaturgia de Nelson.
De volta ao Rio de Janeiro, começa a escrever no caderno de cultura. Mas uma critica ferrenha a uma ópera o faz sair do suplemento. Entre abril e dezembro de 1936, a tuberculose ataca seu irmão Joffre, e Nelson cuida dele em um hospital no interior do Rio de Janeiro. Após a morte do irmão, volta ao Rio e à carreira de jornalista.
Em abril de 1936, a terrível doença atacou seu irmão Joffre, com 21 anos, que foi levado para o Sanatório em Correias - RJ. Nelson ficou a seu lado durante sete meses. No dia 16 de dezembro de 1936 Joffre faleceu. No ano seguinte conhece Elza Bretanha, com quem se casa em 1939. Seis meses depois de casado, estava cego, provavelmente uma conseqüência da tuberculose. Tratou-se, voltou a enxergar, mas 30% de sua visão estava perdida. Nessa época, começou a escrever teatro.
No meio do ano de 1941 escreveu sua primeira peça, A mulher sem pecado. Nessa época as peças ficavam, no máximo, duas semanas em cartaz. Batalha para continuar encenando, mas as coisas são difíceis. Nasce Joffre, seu primeiro filho. O autor, por ordens médicas, não podia ficar perto do filho. Descobre que foi acometido com uma úlcera do duodeno.
Depois de muita luta, em 09 de dezembro de 1942, A mulher sem pecado foi levada à cena pela 'Comédia Brasileira', com direção de Rodolfo Mayer, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Lá ficou por duas semanas e não teve repercussão nenhuma perante o público. Alguns críticos e amigos elogiaram, e isso bastava ao autor.
Em janeiro de 1943 Nelson escreve sua segunda peça teatral: Vestido de Noiva. Elza, sua mulher, fez mais de vinte cópias datilografadas para serem entregues a jornalistas, críticos e amigos. O primeiro a receber foi Manuel Bandeira. Ele gostou. Como outros, escreveu sobre ela e elogiou. Só Thomaz Santa Rosa, um pernambucano ex-funcionário do Banco do Brasil, cantor lírico, desenhista, músico e poeta, achou que era possível. Falou então com um polonês recém-chegado ao Brasil: Ziembinski, que afirmou: 'Não conheço nada no teatro mundial que se pareça com isso'. Depois de meses de ensaio, a peça fez sucesso.
Em 1945, transferiu-se para os Associados, como diretor de redação das revistas Detetive e O Guri. Para O Jornal, da mesma rede, usou o pseudônimo de Suzana Flag e escreveu o folhetim Meu destino é pecar. Do sucesso, o começo de outro folhetim, Escravas do amor, cujo sucesso foi também retumbante. Após cair novamente doente, foi para Campos do Jordão. Teve alta e no fim do ano, nasceu Nelsinho, seu segundo filho.
Em 1946, começa a escrever, então, Álbum de família. Em fevereiro, o texto é submetido à censura federal e os censores ficam de cabelos em pé. A peça foi proibida de ser encenada. As opiniões se dividiam. A peça só foi liberada em 1965 e levada pela primeira vez em julho de 1967.
Outro sucesso de 1946 foi a publicação de Minha Vida, uma 'autobiografia' de Suzana Flag. Como das vezes anteriores, além de publicada em O Jornal , virou livro e vendeu horrores. Anjo negro, estréia em abril de 1948. Como sempre, gerou comentários polêmicos. Senhora dos afogados é proibida em janeiro de 1948. Com duas peças interditadas, o autor luta para tentar liberá-las. Não conseguindo, escreve Dorotéia, em 1949, que muitos consideram seu melhor trabalho teatral.
Ainda em 1948 é publicado mais um folhetim, Núpcias de fogo, ainda como Suzana Flag. Uma mulher chama a atenção do autor nas coxias do Teatro Phoenix, quando da encenação de Anjo negro: era Eleonor Bruno, mãe da atriz Nicete Bruno, que estreava, com apenas 13 anos. Nelson se apaixonou por ela, ficaram juntos algum tempo, mas Elza descobrira o romance e fez um escândalo. Nelson voltou pra casa.
Em 1949 Freddy Chateaubriand vai comandar o jornal Diário da Noite e leva Nelson consigo. Para trás fica Suzana Flag, que o autor não agüentava mais. Em seu lugar surgiu Myrna, a nova máscara feminina do biografado. A diferença é que Myrna respondia a cartas de leitoras. Escreveu a comédia Dorotéia e na peça estreavam Eleonor Bruno e a irmã do dramaturgo, Dulcinha, aos 21 anos.
Em 1950 o autor dá adeus aos Diários Associados e fica esperando convites de outros jornais. Ficou um ano esperando... Nesse período, salvam a família as economias de Elza e um 'bico' no Jornal dos Sportes de seu irmão Mário Filho. No ano seguinte sai do buraco e vai para a Última Hora e começa a escrever A vida como ela é... . Em junho Nelson estréia uma nova peça, Valsa nº. 6, um monólogo estrelado por sua irmã Dulcinha. E como Suzana Flag, de volta, escreve O Homem Proibido.
Em 08 de junho de 1953 estréia no Teatro Municipal do Rio a peça 'A falecida'. Chamada de 'tragédia carioca' era, na verdade, uma comédia. Foi escrita em 26 dias. Com tudo isso acontecendo, o autor produziu o último folhetim de Suzana Flag, que chamou-se 'A mentira' e foi publicado no semanário 'Flan', lançado por S. Wainer.
Perdoa-me por me traíres teve, também, problemas de liberação com a censura, em 1957 — sofreu cortes. Outra surpresa ocorreu na estréia: Nelson interpretava o personagem Raul. Mais uma vez as vaias e os que aplaudiam pediam para o autor falar. Ele não se fez de rogado: 'BURROS! ZEBUS!'. Ninguém esperava, mas aconteceu: um tiro! Na discussão entre prós e contras, o vereador Wilson Leite Passos sacou de seu revolver e deu um tiro para amedrontar alguém que o havia chamado de 'palhaço'. Tumulto geral. No dia seguinte a censura proibiria a peça.
'Viúva, porém honesta' estreou em 13 de setembro do mesmo ano. Dizem que nela o autor procurava atingir aos críticos que atacaram 'Perdoa-me por me traíres'. Um dos atores era Jece Valadão, cunhado do autor. Dercy Gonçalves estréia 'Dorotéia' em São Paulo. Ficou um mês em cartaz. Nelson não gostava dos improvisos que a atriz introduzia no texto.
Em 1958 estréia 'Os sete gatinhos', também com Jece Valadão no elenco. Apesar de malhar o presidente da República da época, Juscelino Kubitschek, Nelson vai até ele pedir um emprego. Consegue um cargo de tesoureiro em um instituto de aposentadoria e pensões (IAPETEC), mas é reprovado no exame de vista. Pede, então, a vaga para Elza. Juscelino queria agradar Mário Filho e a nomeia.
Nos anos 70, consagrado como jornalista e teatrólogo, a saúde de Nélson começa a decair, por causa de problemas estomacais e cardíacos, e que era portador. O período coincide com os anos da ditadura militar, que Nélson sempre apoiou. Entretanto, seu filho Nelsinho torna-se guerrilheiro e se passa para a clandestinidade. Neste período também aconteceu o fim de seu casamento com Elza e o início do relacionamento com Lúcia Cruz Lima, com quem teria uma filha, Daniela, nascida com problemas mentais. Depois do término do relacionamento com Lúcia, Nélson ainda manteria um rápido casamento com sua secretária Helena Maria, antes de reatar seu casamento com Elza.
Nélson faleceu numa manhã de domingo, em 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e respiratórias. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, na capital carioca. No fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num 'bolão' com seu irmão Augusto e alguns amigos de 'O Globo'. Dois meses depois, Elza cumpriu o seu pedido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide de seu túmulo, sob a inscrição: 'Unidos para além da vida e da morte. E é só'.
Aqui você pode ler a lista de todas as obras.
Veja algumas cenas de obras do Nelson Rodrigues:
http://br.youtube.com/watch?v=WKFCXS5AzSU – Vestido de Noiva
http://br.youtube.com/watch?v=8eoDbklPfjc – Bonitinha, mas ordinária.
Site: www.nelsonrodrigues.com.br
* é jornalista, radialista e ODEIA a obra do Nelson Rodrigues, mas acha válido escrever sobre ele porque a memória e a cultura nacionais são mais importantes do que gostos pessoais. A única coisa que concorda com o dramaturgo é a frase "Toda unanimidade é burra".Marcadores: Colunas, Jornalismo, Palavras em Off |
|
| | |
| |
|
|
| |
| Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
. |
|
Denis, a Foice e a Liberdade de Imprensa |
A verdade dói nos ouvidos de quem a esconde
Coluna Palavras em Off
Por Taís Paranhos*
O radialista Denis Araújo está acusando o prefeito de Carpina, Zona da Mata Norte de Pernambuco, Manoel Botafogo (PSDB), de tentar matá-lo com uma foice. Araújo conta que estava cobrindo um protesto de sem-tetos na cidade quando o prefeito apareceu e, segundo relato do radialista, corrido para cima dele com um facão. Na foto do diretor do Sindicato dos Radialistas, Petrônio Lucas, o prefeito aparece com a ferramenta nas mãos.
 |
| Prefeito Manuel Botafogo sendo contido por guardas (Imagem: Petrônio Lucas). No detalhe, foto do radialista Denis Araújo. |
| |
Denis Araújo prestou queixa na delegacia municipal e teve uma audiência com o Governador Eduardo Campos (PSB). Na cidade, não é a primeira vez que um profissional de Comunicação é atingido. Em 1º de julho de 2007, o radialista e vereador Jota Cândido foi assassinado e o processo corre no Ministério Público de Pernambuco.
Isso acendeu um debate sobre a liberdade de imprensa, de denuncias e de investigação. De acordo com a Rede de Liberdade de Imprensa no Brasil, “A liberdade de imprensa é um bem da sociedade, antes mesmo de ser um direito de profissionais e de empresas ligadas a essa atividade e por sua própria natureza, exige mobilização constante, vigilância permanente e firme posicionamento diante de fatos que representam ameaça ou que efetivamente a atinjam”.
A Constituição Brasileira é bem clara em seu artigo 220: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”.
* é jornalista, radialista e faz deste artigo um manifesto de solidariedade a Denis Araújo.Marcadores: Colunas, Jornalismo, Palavras em Off, Política |
|
| | |
| |
|
|
| |
| Quinta-feira, 24 de Abril de 2008
. |
|
Jornalismo e Terceiro Setor |
As divergências entre duas entidades públicas
Coluna Palavras em Off
Por Taís Paranhos*
 |
| (Imagem: ) |
| |
Uma das atividades consideradas “novas” pelo Jornalismo é a atuação no Terceiro Setor. ONGs, Entidades Filantrópicas, Associações de Moradores. Essas são algumas das entidades que podem ser trabalhadas. Assessoria de Imprensa, Treinamento de pessoal, Mídia Segmentada, essas são algumas das atividades exercidas.
No entanto, o Terceiro Setor ainda não tem muita vez na mídia tradicional. Mesmo com dados, estatísticas, pesquisas, trabalhos comprovados, raras vezes são dados grandes espaços às atividades do chamado Setor Organizado.
Mas por quê?
A natureza do Terceiro Setor é ambígua: uma entidade particular, com interesse público, considerando que a cultura brasileira sempre viu o Estado como provedor dos interesses da população. Outro motivo de divergência está no choque ideológico. Enquanto o Terceiro Setor apresenta soluções, a mídia (sob o argumento de “informar a verdade para vender mais”) apresenta denúncias e problemas.
Além do que, raríssimas vezes, as universidades ensinam cadeiras que ligam o Jornalismo ao Terceiro Setor. São ensinadas muitas matérias para impresso e televisão, e mais atualmente, a internet. Mas nem sempre se volta para áreas comunitárias, salvo honrosas exceções de iniciativas de professores e alunos.
Mas essa realidade pode mudar. Basta entrarmos na essência do Jornalismo e do interesse público.
* é jornalista, radialista e estudou cadeiras específicas de Comunicação Popular na universidade.Marcadores: Colunas, Jornalismo, Palavras em Off |
|
| | |
| |
|
|
| |
| Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
. |
|
O Jornalismo do Nordeste |
Ou "A Peleja do Cordel contra a extinção cabra-da-peste"
Coluna Palavras em Off
Por Taís Paranhos*
 |
| (Imagem: ) |
| |
Eu agora vou contar
Todo mundo vai saber
A história do Cordel
Que o Povão gosta de ler
Em sextilha ritmada
Eu escrevo pra você
E surgiu na Idade Média
Poesia Popular
No início era falada
Ou o poeta ia cantar
Mas depois veio a escrita
E o Cordel foi se espalhar
Pelo Mundo foi surgindo
O livreto de Cordel
Impresso em folha dura
Rudimento de Papel
Pra ser vendido na feira
O freguês compra a granel
O Cordel também existe
Na Espanha e Portugal
No México e na Itália
Na Europa Ocidental
Mas não é tão popular
Como em terra nacional
Os assuntos mais comuns
São Virgulino Lampião,
O cantor Luiz Gonzaga
E também Frei Damião
Também se faz poesia
Com a vida do Povão
A história do Brasil
Também muito ritmada
A política e a economia
Quase sempre recontadas
E os heróis do nosso esporte
Têm a glória retratada
| |
 |
| Xilogravura do mestre-escultor pernambucano J. Borges |
| |
Tem história de amor
E também de safadeza
As histórias da Igreja
Recontadas com pureza
E as lendas do Nordeste
São contadas com destreza
Leandro Gomes de Barros
Patativa do Assaré
Raimundo Santa Helena
Poetas que faço fé
João Martins de Athayde
E da Luz tem o Zé¹
Esse que falei agora
São poetas famosos
Do Nordeste Brasileiro
Terra de homens briosos
Mas no anonimato tem
Cantadores gloriosos
O Cordel chega até onde
Tiver gente que não lê
O analfabeto decora
A história que se vê
Quase sempre ele entende
E quer também aprender
O folheto de Cordel
É tradição do Nordeste
Representa o Jornalismo
De um povo cabra da peste
Mas já não se vê nas feiras
Literatura que preste
E por isso essa peleja
Pra não haver extinção
Porque a modernidade
Convive com a tradição
E a Folha de Seu Paulo
Abre espaço pro quinhão
Há quem estude o Cordel
Fazendo virar manchete
Essa arte centenária
No ano 2007
Academia Brasileira
Tem até site na internet
Aqui vou me despedindo
Depois de ter tentado
Escrever bem diferente
Esse texto ritmado
Pra mostrar pro internauta
Que o Cordel é arretado!
Alguns dos sites sobre Literatura de Cordel:
- Academia Brasileira de Cordel
- Literatura de Cordel
E tem também na Wikipédia.
* é jornalista, radialista e adora Literatura de Cordel
¹ Poeta Zé da LuzMarcadores: Artes, Colunas, Palavras em Off |
|
| | |
| |
|
|
| |
| Sexta-feira, 4 de Abril de 2008
. |
|
Primeiro de Abril cria “Barriga” |
Como o dia da Mentira origina farsas jornalísticas
Coluna Palavras em Off
Por Taís Paranhos*

Para quem não é do mundo jornalístico, “Barriga”, no jargão profissional, significa “notícia mentirosa” e o dia 1º de Abril é um terreno fértil para isso.
A data é considerada o dia da mentira porque antes de vigorar o calendário em que vivemos hoje, o Primeiro de Abril era o primeiro dia do ano (que antes durava 10 meses). Festas, banquetes, trocas de presentes, tudo era festejo.
Mas com a chegada do novo calendário, o primeiro dia do ano passou a ser 1º de janeiro e o povo reagiu com bom humor à mudança. Presentes “de grego” e notícias mentirosas passaram a ser o mote do Primeiro dia do mês de Abril.
Veja agora algumas barrigas que povoaram os sites de notícias neste último Primeiro de Abril:
* é jornalista, radialista e também acredita que mentira tem perna curta.Marcadores: Colunas, Erros, Jornalismo, Palavras em Off |
|
| | | | |